A eleição agita a semana

Estragos - Árvores caem depois de rápida tempestade, em diversos pontos da cidade. Corpo de Bombeiros diz que ninguém ficou ferido.

De vez em quando a TV me traz uma surpresa agradável. Na semana passada, um programa de entrevistas à meia noite, me ensinou a origem do sentido de duas palavras de uso constante. Foi dito: Há mais de 3 mil anos atrás, a cultura estava concentrada na China e na Índia. Por sua localização, esses países eram portadores da cultura “oriental”, já que ficavam no oriente. Por isso, quem se portava de acordo com essa cultura era chamado de orientado. E quem agia em desacordo com ela, era chamado de “desorientado”. No século 19, a cultura predominante passou a ser a nascida na Inglaterra e nos países do norte da Europa. Por isso, quem agia em desacordo com ela era chamado de “desnorteado” – contra a cultura do NORTE. Esse conhecimento me veio na semana em que Adélio de Oliveira esfaqueou o candidato Jair Bolsonaro em uma passeata de rua, em Minas Gerais. Imediatamente, fiz uma ligação entre Adélio e o termo desorientado. A cultura e a situação social do criminoso me levaram a essa classificação. Fatos posteriores me mostraram, que o Desorientado sou eu. Primeiro, porque o esfaqueador tinha sido filiado ao PSOL. Depois, pelo fato dele estar sendo defendido por quatro advogados diferentes e de renome. E um deles foi ao encontro de Adélio Oliveira em um jatinho particular, cuja viagem não sai por menos de 50 mil reais. Tive um sucesso relativo em minha profissão de advogado. Fui contratado por clientes financeiramente bem sucedidos. E convivi com outros advogados de clientes ainda mais poderosos. Tanto eu, como outros advogados de clientes abonados sequer cogitamos de ter encontros com eles em viagens de jatinho particular. Estou sendo obrigado a me recolher a minha insignificância. Daqui por diante, vou esperar outras surpresas de parte do Adélio. Acho, que não vai parar por aqui. Um desempregado usar quatro celulares me deixa com medo.
Mais surpresas!
Outro fato inesperado está acontecendo, neste mês que antecede às eleições. Em 2014 foi feita uma delação de fatos ilícitos, que teriam acontecido durante o governo de Geraldo Alckmin. Essa delação ficou na gaveta por quatro anos. Agora, no reboliço da campanha eleitoral, um membro do Ministério Público de São Paulo mexeu na gaveta e ofereceu denúncia contra Alckmin. Mostrando, que não é seletivo também denunciou Haddad por fatos antigos engavetados. A demora desmesurada para oferecer a denúncia e a coincidência com a campanha eleitoral estão causando estranheza e provocando interpretações as mais desencontradas. Se algum fato ainda consegue surpreender no Brasil.

Colaboração de Antônio Carlos Álvares da Silva, advogado bebedourense.

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Leia mais na edição nº 10311, de 15, 16 e 17 de setembro de 2018.